Resumo rápidoEm 2025, 95% dos brasileiros disseram que já usavam IA, mas só 47% tinham treinamento relevante e apenas 21% usavam agentes de IA. Nas empresas, a adoção subiu de 13% para 17% em um ano e chegou a 50% entre as grandes companhias. Ao mesmo tempo, as projeções de investimento em infraestrutura continuam crescendo. Ou seja: muita gente está testando, mas pouca gente domina. Se você aprender de forma estruturada agora, ainda entra na frente da curva, não atrás dela.

Eu ouço isso quase toda semana. Alguém me manda mensagem dizendo "acho que já perdi o trem da IA, todo mundo já sabe usar isso". E toda vez eu penso a mesma coisa: não, você não perdeu nada. Os números contam uma história bem diferente da sensação que a gente tem no feed do Instagram.

Quase todo mundo usa IA. Quase ninguém sabe usar de verdade

Uma pesquisa da EY mostrou que 95% dos brasileiros entrevistados já usam inteligência artificial de algum jeito. Dez pontos acima da média global, que é 85%.1 Se você nunca usou IA parece que ficou para trás, né? Errado.

O detalhe que muda tudo: só 47% dizem ter algum treinamento relevante em IA. E apenas 21% usam agentes de IA,1 que é justamente a parte que automatiza processo, que resolve tarefa sozinha, que gera resultado sem você ficar copiando e colando prompt a tarde inteira. A maioria das pessoas está no nível de conversar com o ChatGPT sobre receita de bolo. Isso não é domínio. É curiosidade.

Nas empresas, a curva de adoção ainda está subindo

A adoção de IA em empresas brasileiras foi de 13% em 2024 para 17% em 2025. Cresceu, mas devagar. Entre as grandes empresas o salto foi maior, de 38% para 50% no mesmo período.2 Ainda assim, isso quer dizer que metade das grandes companhias do país ainda não integrou IA de forma séria nas operações.

Sobre agentes de IA especificamente, o cenário ainda está longe de estar consolidado. Em 2026, 30% dos entrevistados pela Boston Consulting Group disseram que suas organizações já integraram agentes aos fluxos de trabalho, mais do dobro dos 13% registrados em 2025.3 Cresceu rápido, mas sete em cada dez ainda não chegaram lá.

O dinheiro que está entrando ainda é o começo, não o fim

Só as grandes empresas de tecnologia conhecidas como hyperscalers devem investir cerca de US$ 527 bilhões em infraestrutura e outras despesas de capital em 2026, segundo estimativa citada pela Goldman Sachs.4 É um volume enorme, e as projeções continuaram subindo ao longo do ano.

O governo brasileiro também entrou na jogada. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê R$ 23 bilhões até 2028.5 Esse tipo de dinheiro não entra em mercado maduro. Entra em mercado que está começando a se organizar, criando emprego, criando demanda por gente que sabe operar essas ferramentas no dia a dia.

A comparação que ajuda a enxergar o momento certo

Eu costumo pensar assim: a internet nos anos 2000 não era mais novidade, mas também não era ainda infraestrutura básica. Quem aprendeu a usar e-mail, montar site, entender comércio eletrônico naquela época saiu na frente de quem só foi se atualizar em 2015, quando tudo já estava consolidado e a concorrência era gigante.

A IA em 2026 está nesse ponto intermediário. Já não é mais experimento de laboratório, mas também está longe de ser algo que todo mundo domina de fato. É por isso que eu vejo a janela de oportunidade aberta: a vantagem vai para quem agir agora. Comece a aprender e criar coisas hoje mesmo.

O que isso significa na prática para quem está decidindo começar

Se você usa ChatGPT só para escrever legenda de post ou responder e-mail, você está no grupo dos 95% que "usam" IA de forma superficial. Sair desse grupo não exige virar programador. Exige aprender a estruturar prompt, entender fluxo de automação, testar um agente de IA em uma tarefa repetitiva do seu trabalho.

Isso é o que separa quem só brinca com a ferramenta de quem realmente usa IA para ganhar tempo, reduzir custo ou vender mais. E com apenas 21% das pessoas usando agentes e 47% com algum tipo de treinamento formal,1 ainda existe muito espaço para quem quer aprender de forma séria e sair na frente dentro da própria empresa ou carreira.